Quase silenciosamente, André Douek vem tentando ocupar a cidade.
Sao Paulo, uma megalópole violenta, caótica, hostil, feia. Onde as pessoas ou ficam em casa ou saem diretamente para seus lugares de trabalho e diversao, evitando a rua, o centro, a aglomeraçao, o inesperado.
Será que é isso? Será só isso?
Quais outras possibilidades de compreensao de Sao Paulo? Como podemos ocupar nossos espaços públicos?
A proposta dele é fotografando, vendo, sentindo. E a justaposiçao dessas experiências vai compondo um mosaico de possibilidades, direcionando olhares, criando.
As saídas ocorrem uma vez por mês, sao gratuitas, e juntam cada vez mais gente.
Vejam a proposta da última, nas suas próprias palavras
"São Paulo é uma cidade em que as pessoas vivem acuadas, trancadas em suas casas, seus carros, seus condomínios, protegidas por grades. A rua tornou-se um espaço não de convivência, mas de ameaça, de medo. A Virada Cultural é um momento único em que a cidade toma as ruas, expulsa os carros e os medos. Viramos um gigantesco boulevard.
Reside aí o ângulo da Jornada Fotográfica que, dessa vez, terá como foco a Virada Cultural. A proposta não é registrar os espetáculos, mas as imagens das pessoas tomando as ruas, ocupando os espaços públicos, numa mistura de todas as tribos e idades. São as imagens de uma comunidade que, naquelas 24 horas, vive uma dimensão da liberdade.
A sugestão é que vocês circulem pelos espaços em que os shows vão ocorrer como Praça da República, Largo do Arouche, Largo do Paissandu, Praça do Patriarca, Avenida São João, entre outros, de olho em cenas que mostrem a conquista do espaço."
E o resultado pode ser conferido no
http://www.andredouek.blogspot.com/
E estamos todos convidados para a próxima...
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sábado, 16 de maio de 2009
sábado, 15 de março de 2008
Criação Coletiva
Blog para discutir fotografia e incentivar que façamos as nossas
http://www.interacoesfotograficas.blogspot.com/
Pra quem quiser visitar
Pra quem quiser participar
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sexta-feira, 9 de novembro de 2007
Como eu ando devagar, quase parando
Bom, para quem gosta de literatura, apresento um amigo que talvez já tenha apresentado por aqui, talvez nao, o Nícolas. Eu gosto
Mais em
http://changez-tout.blogspot.com
http://vibrissas.blogspot.com
Às vezes eu acordo e acho que tem valia dar-se com o coração.
Mas às vezes, eu só quero gozar nas costas de uma mulher e, nesse espelho inaugurado, me ver escorrer.
Estou acalmando, encontrei o jeito.
O mundo vem todo armado pra cima de mim.
Daí, ao invés de lutar, eu nino o mundo.
Dou um minuto, páro e contemplo.
O mundo todo ali,
Todo inofensivo, todo esquecido de me maltratar.
Eu em vias de extinção.
Você em vias evolutivas.
Eu solipso.
Você extensa.
Eu querendo doer.
Você querendo amar.
Eu fim
Você infinita
Eu tons pastéis.
Você cores quentes
Eu sentindo pena de mim
Você penando
Eu dizendo vai
Você dizendo vem
Eu incoerente
Você coercível
Eu nú
Você despida
Eu vadio
Você alhures
Eu predizendo
Você adiante
Eu inventivo
Você intocável
Eu oblíquo
Você onírica
Eu sozinho
Você solzinho
Eu poeta
Você poíesis
Eu contido
Você contista
Eu pileque
Você pilhéria
Eu tardio
Você futura
Nós supostos
antepostos
sobrepostos
indispostos
pospostos
postergados
preteridos.
postados
prostrados
Eu culpado
Você...
Mais em
http://changez-tout.blogspot.com
http://vibrissas.blogspot.com
Às vezes eu acordo e acho que tem valia dar-se com o coração.
Mas às vezes, eu só quero gozar nas costas de uma mulher e, nesse espelho inaugurado, me ver escorrer.
Estou acalmando, encontrei o jeito.
O mundo vem todo armado pra cima de mim.
Daí, ao invés de lutar, eu nino o mundo.
Dou um minuto, páro e contemplo.
O mundo todo ali,
Todo inofensivo, todo esquecido de me maltratar.
Eu em vias de extinção.
Você em vias evolutivas.
Eu solipso.
Você extensa.
Eu querendo doer.
Você querendo amar.
Eu fim
Você infinita
Eu tons pastéis.
Você cores quentes
Eu sentindo pena de mim
Você penando
Eu dizendo vai
Você dizendo vem
Eu incoerente
Você coercível
Eu nú
Você despida
Eu vadio
Você alhures
Eu predizendo
Você adiante
Eu inventivo
Você intocável
Eu oblíquo
Você onírica
Eu sozinho
Você solzinho
Eu poeta
Você poíesis
Eu contido
Você contista
Eu pileque
Você pilhéria
Eu tardio
Você futura
Nós supostos
antepostos
sobrepostos
indispostos
pospostos
postergados
preteridos.
postados
prostrados
Eu culpado
Você...
segunda-feira, 2 de julho de 2007
Meus amigos lindos
Valeu Dario, Elisângela e Ziguera!
Não vá embora
Não, não vá
Não seja mais um de meu pensar!
Não seja mais um calar.
Seja a dor
Seja o calor que envolve a noite
Mas seja!
Seja alguém
Mas não deixe de existir
Seja o sonho
Seja a vontade de ficar
Mas seja!
Seja a tristeza em meu caminhar
Mas seja!
Não vá embora
Não,não vá!
Fique a calar o ruído
Mais profundo de meu caminhar...
Fique!
Não, não vá!
Rubens
Percorri as linhas do mundo
escrevendo um livro que chamo de "Mim".
Escorri muita tinta por penas
que tive.
Noites em calro escrevendo
Rabiscos, rasgos, desenhos...
Páginas.
O livro permanece aberto. A mim
não cabe o ponto final.
Mas desfrutarei, satisfeito, a boa
história... vivida por mim e lembrada
por aqueles a quem contei.
(Ao nômade
meu amigo,
lembranças de casa)
"Serei, por um período, somente a batida
de um coração afastado.
Eu estarei viajando uma estadia de vida...
Não é fácil quando a estrada
é meu excitador"
Alpha Blondy
(Ao companheiro Rubens,
por tudo que aprendemos juntos
nesta experiência mágica
que é nosso Projeto Educacional.
Desejo encontrá-lo
em novos desafios)
Não vá embora
Não, não vá
Não seja mais um de meu pensar!
Não seja mais um calar.
Seja a dor
Seja o calor que envolve a noite
Mas seja!
Seja alguém
Mas não deixe de existir
Seja o sonho
Seja a vontade de ficar
Mas seja!
Seja a tristeza em meu caminhar
Mas seja!
Não vá embora
Não,não vá!
Fique a calar o ruído
Mais profundo de meu caminhar...
Fique!
Não, não vá!
Rubens
Percorri as linhas do mundo
escrevendo um livro que chamo de "Mim".
Escorri muita tinta por penas
que tive.
Noites em calro escrevendo
Rabiscos, rasgos, desenhos...
Páginas.
O livro permanece aberto. A mim
não cabe o ponto final.
Mas desfrutarei, satisfeito, a boa
história... vivida por mim e lembrada
por aqueles a quem contei.
(Ao nômade
meu amigo,
lembranças de casa)
"Serei, por um período, somente a batida
de um coração afastado.
Eu estarei viajando uma estadia de vida...
Não é fácil quando a estrada
é meu excitador"
Alpha Blondy
(Ao companheiro Rubens,
por tudo que aprendemos juntos
nesta experiência mágica
que é nosso Projeto Educacional.
Desejo encontrá-lo
em novos desafios)
sexta-feira, 4 de maio de 2007
Tormenta Cristal Azul
Na quarta fiz uma consulta com o Louco e ele me deu, de cabeça, meu "mapa astral" Maia. Acho que bateram umas características. Transcrevo aqui...
O "signo":
Tormenta Cristal Azul
Tem uns mantras para potencializar a energia
Atravesso a tormenta e sinto o êxtase da liberação
Dedico-me com o fim de catalizar, universalizando a energia
- Aqui significa que eu entro no meio do caos e consigo liberar as energias de uma forma que funcione para todos, como uma espécie de catalizador, e depois me volto para mim novamente
Selo a matriz da auto geração
- Pelo que eu entendi, é porque a idéia seria deixar que as coisas funcionem sem mim...
Com o tom cristal da cooperação, eu sou guiado pelo poder da magia
- A parte da cooperação é importante pro funcionamento, a parte da magia não ficou muito clara...
Energia - Guia (para funcionar melhor as características):
Minha comunicação precisa estar repleta de humor e paciência
Energia Antípoda (aquilo que eu tenho muito a aprender):
Sinto que me fortaleço quando me nutro de conhecimento
Energia Oculta (aquela que precisa ser melhor desenvolvida):
Transmuto meus desafios
- Pelo que eu entendi desse último a questão é de transformar os próprios desafios em aprendizado e conhecimento para os outro ou algo de curtir ficar ultrapassando barreiras
O "signo":
Tormenta Cristal Azul
Tem uns mantras para potencializar a energia
Atravesso a tormenta e sinto o êxtase da liberação
Dedico-me com o fim de catalizar, universalizando a energia
- Aqui significa que eu entro no meio do caos e consigo liberar as energias de uma forma que funcione para todos, como uma espécie de catalizador, e depois me volto para mim novamente
Selo a matriz da auto geração
- Pelo que eu entendi, é porque a idéia seria deixar que as coisas funcionem sem mim...
Com o tom cristal da cooperação, eu sou guiado pelo poder da magia
- A parte da cooperação é importante pro funcionamento, a parte da magia não ficou muito clara...
Energia - Guia (para funcionar melhor as características):
Minha comunicação precisa estar repleta de humor e paciência
Energia Antípoda (aquilo que eu tenho muito a aprender):
Sinto que me fortaleço quando me nutro de conhecimento
Energia Oculta (aquela que precisa ser melhor desenvolvida):
Transmuto meus desafios
- Pelo que eu entendi desse último a questão é de transformar os próprios desafios em aprendizado e conhecimento para os outro ou algo de curtir ficar ultrapassando barreiras
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Minha intimidade
quinta-feira, 8 de março de 2007
Duas respostas à decisões (publicações não permitidas)
"Como se eu estivesse por fora do movimento da vida. A vida rolando por ai feito roda-gigante, com todo mundo dentre, e eu aqui parada, pateta, sentada no bar. Sem fazer nada, como se tivesse desaprendido a linguagem dos outros. A linguagem que eles usam para se comunicar quando rodam assim e assim por diante nessa roda-gigante”
Caio Fernando Abreu –Dama da Noite.
A questão era um medo de si. De se entregar a seus desejos, sentir, gozar. Não podia, não podia! Já tinha ido longe demais! Pessoas desconhecidas, bar a meia luz, cerveja, beijo na boca ferida. Corpo cheirando a cigarro, óculos sujos. Vontade de deitar nua, de sentir aquele arrepio que percorre o corpo quente. Saliva grudada no rosto, no pescoço, na orelha... vontade... vontade... vontade... foi tanta vontade, foi tão de verdade que não agüentou. Podia mesmo? Merecia ser? Merecia sentir? E sentiu medo. Medo de ser.
O que poderia ser pior,
Se sou gorda, sou porca,
E ainda ando torta?
Se meu rosto é fofo,
Mas o resto é tão bizarro?
Se sou mais repugnante que um catarro?
Se grito surto, e ainda peço ajuda
Se falo tanta merda,
Que era melhor se eu fosse muda?
Não nado com você, pois você só me afunda..
Contente-se então com a minha bunda!
Caio Fernando Abreu –Dama da Noite.
A questão era um medo de si. De se entregar a seus desejos, sentir, gozar. Não podia, não podia! Já tinha ido longe demais! Pessoas desconhecidas, bar a meia luz, cerveja, beijo na boca ferida. Corpo cheirando a cigarro, óculos sujos. Vontade de deitar nua, de sentir aquele arrepio que percorre o corpo quente. Saliva grudada no rosto, no pescoço, na orelha... vontade... vontade... vontade... foi tanta vontade, foi tão de verdade que não agüentou. Podia mesmo? Merecia ser? Merecia sentir? E sentiu medo. Medo de ser.
O que poderia ser pior,
Se sou gorda, sou porca,
E ainda ando torta?
Se meu rosto é fofo,
Mas o resto é tão bizarro?
Se sou mais repugnante que um catarro?
Se grito surto, e ainda peço ajuda
Se falo tanta merda,
Que era melhor se eu fosse muda?
Não nado com você, pois você só me afunda..
Contente-se então com a minha bunda!
sexta-feira, 11 de agosto de 2006
Por Carol (esse não tiro)
As vezes acho que chegou tão perto de mim que não consegue me ver...
Outras, como enquanto estou de olhos fechados te abraçando, acho que me conhece mais que deus...
Está tudo doendo.
Como antes, dói quando respiro.
Há coisas que não te contei. Mas acho que talvez saiba. Se notar, talvez sinta, talvez reconheça o cheiro.
Não, acho que já contei, mas você não pode/quis ouvir...
Outras, como enquanto estou de olhos fechados te abraçando, acho que me conhece mais que deus...
Está tudo doendo.
Como antes, dói quando respiro.
Há coisas que não te contei. Mas acho que talvez saiba. Se notar, talvez sinta, talvez reconheça o cheiro.
Não, acho que já contei, mas você não pode/quis ouvir...
quinta-feira, 15 de junho de 2006
Coisas boas do sarau
Esperando Godot ficar online
Carolina e Rubens encontram-se um de costas para o outro, quase apoiados um no outro. Cada um tem um teclado e um monitor. Conversam pelo MSN. Carolina lê os trechos de Rubens e Rubens os de Carolina. Enquanto um lê o outro digita. A princípio ambos em tom blasê, desinteressado, sem sentimento. Quando alguém ri, lê-se: “risos”, sem empolgação.
Carolina “se eu fosse eu...” diz:
Me ajuda uma coisa? Estou confundindo os livros do Amoz Oz, o Conhecer uma Mulher é o pai que é espião e fica com a vizinha e que a filha é epilética e tem um jardim?
Rubens quartinhodosfundos diz:
Isso. Porque?
Carolina “se eu fosse eu...” diz:
Quero comprar. Mas estou meio louca. Mais louca. Ando esquecendo das coisas. Terça queria lembrar uma coisa sem importância que aconteceu segunda e até agora não consegui lembrar. Queria lembrar, mesmo sem importância. Mas preciso do livro, quero reler. Uma necessidade estranha, sabe? As coisas não andam bem...
Rubens quartinhodosfundos diz:
Porque as coisas estão tão ruins?
Carolina “se eu fosse eu...” diz:
Porque estão vazias. Não sei porque
Carolina “se eu fosse eu...” diz:
To fazendo o que quero, o que sei ser bom para mim, para minha vida, mas ta vazio, oco. Não sei Rubens... Um descontentamento, um caminhar sem rumo, ruim. Acho que sou boba demais, acho que preciso achar problemas, achar defeitos, achar uma merda
Rubens quartinhodosfundos diz:
Às vezes eu sinto algo parecido não sei se é a mesma coisa
EMPOLGADO Carolina “se eu fosse eu...” diz:
hum...
Rubens quartinhodosfundos diz:
Mas é algo de estar fazendo as coisas que eu quero só que não ter muito o que buscar. e as vezes eu sinto isso. Falta uma falta. Algo de desordem, de movimento
Carolina “se eu fosse eu...” diz:
É... Acho que é isso, desordem. Somos muito narcisistas, né?!
Rindo Rubens quartinhodosfundos diz:
A vida completamente dentro do esperado é uma merda
AO MESMO TEMPO Carolina “se eu fosse eu...” diz:
rss. sempre foi meu sonho, hehehe
AO MESMO TEMPO Rubens quartinhodosfundos diz:
mas o que esperar então?
Carolina “se eu fosse eu...” diz:
É... Esperar Godot... Eternamente esperando Godot...
Rubens quartinhodosfundos diz:
Argh. Na verdade, falta-nos Godot para esperar
Carolina“se eu fosse eu...” diz:
Mas esperar Godot é o que fazemos, esperar o que não existe, o nada...
Carolina “se eu fosse eu...” diz:
Droga... rss
Carolina “se eu fosse eu...” diz:
Mas me conta, e a Juliana, não, Luciana, não, como é mesmo o nome? rsrs. Como foi lá?
INDIGNADA Rubens quartinhodosfundos diz:
Putz, mó rolo. Ficou falando umas coisas aleatórias. Eu bebaço. Aí, do nada , chega o namorado beeeem mal humorado. Sorte que o bar tava fechando, fui pagar a conta, dei uma disfarçada, consegui me fazer de descontraido, falar com uns caras que tavam por lá.
Carolina “se eu fosse eu...” diz:
Só você mesmo Rubens
Rubens quartinhodosfundos diz:
E o pior, agora to com uns rolos de MSN. Bizarro. Não conheço a menina, nunca vi pessoalmente.
Carolina “se eu fosse eu...” diz:
rsrsrs
CAROL LEVANTA, OUVE O BARULHO, VOLTA, LÊ DE PÉ Rubens quartinhodosfundos diz:
Mas o foda é que eu to balançado. Sei lá, acho que pode ser uma nova forma de nos aproximarmos das pessoas. Sem contato físico talvez dê pra ser mais verdadeiro, mais próximo. Às vezes vc não sente que estamos mais próximos conversando assim do que pessoalmente? SAI PARA TOMAR UM VINHO. CAROLINA COLOCA UMA PLACA DE AUSENTE NO PEITO. VOLTA E TIRA.
Carolina“se eu fosse eu...” diz:
Me diz 5 coisas que você tem vergonha
Rindo Rubens quartinhodosfundos diz:
Sério??? Essa brincadeira de novo? Vamos lá... Sair de cabine de banheiro público e ter alguém na pia, olhando pelo espelho
Rubens quartinhodosfundos diz:
De falar alguma besteira com cara de quem sabe o que ta falando e ser desmascarado
Rubens quartinhodosfundos diz:
Da minha mãe, às vezes, com suas histórias sobre mim e aquela empolgação toda
Rubens quartinhodosfundos diz:
De gente que fala besteira com cara de quem sabe o que ta falando
Rubens quartinhodosfundos diz:
E de soltar um pum e alguém chegar perto. Rsrs. Bom, sua vez, me diz 5 coisas que acham que você é, mas que você acha que não é
Carolina“se eu fosse eu...” diz:
rsrsrs
Carolina“se eu fosse eu...” diz:
Aí, que difícil. Acho que não quero responder.
Rubens quartinhodosfundos diz:
Vai logo
Carolina“se eu fosse eu...” diz:
Que levo jeito para psicologia. Que sou bonita. Que... sou legal - sou muuuuuuito chata. Que sou decidida. ai... acho que isso (já to inventando...)
Rubens quartinhodosfundos diz:
Ow!!!
Rubens quartinhodosfundos diz:
Mas não, não, nada disso. Não temos o que esperar, estamos só fazendo as coisas sem esperar nada, ou controlando tudo. Não há godot para esperar. Não há o que esperar para que os dias se pareçam diferentes
Carolina“se eu fosse eu...” diz:
É, tens razão... Não somos bons como Vladimir e Estragón. Mas esperamos Godot porque esperamos nada. Somos tão arrogantes que fazemos as coisas sem esperar nada. Amamos desprendidos, nos achamos superiores...
Carolina “se eu fosse eu...” diz:
Como se não precisássemos esperar nada. Nossa insatisfação é justamente essa, não nos permitimos esperar. Ai... Que coisa...
Carolina “se eu fosse eu...” diz:
Só um parenteses. PAUSA O mesmo mar, qual a história? Não lembro...
Rubens quartinhodosfundos diz:
Olha só o que eu escrevi CAROLINA LÊ COM EMOÇÃO E BOA ENTONAÇÃO, DECLAMANDO
O indiozinho
Era uma vez um índio que, em sua tribo, era uma verdadeira lástima. Estranho e solitário, não conseguia falar com ningúem.Às vezes se afastava de lá em silêncio, despercebido, trazendo consigo aquilo que havia acumulado de mais importante. Empilhava então diante de si cerâmicas, arcos, flechas, zarabatas e toda a comida que tinha. Altarzinho queimado com prazer e desprendimento. Da beleza de tudo que não era mais dele, ofereciam-se aos céus sinais de devoção e dedicação surda chegando a todos os distantes.Quem, naqueles momentos, deixasse o que estava fazendo e por acaso olhasse para cima era surpreendido e compreendia uma proximidade vinda de longe, uma sensação de presença.Admiradas, as mesmas mulheres que tantas vezes passavam por ele agora o encontravam e não era o indiozinho. Diferente, forte, alto, seguro, bravo caçador em aventuras que assim continuavam nas andanças de suas empolgadas cabeças imaginativas.Tão insignificante era o restante dos seus dias, vivia de empilhar o suficiente para cada não ter, mais grandioso que o anterior. Criou diante de si uma aura. Sobrevivia, oferendava, orgulhoso.Assim passava os dias, se transformando naquele que não viam os que viam, que viam quando sumia. Cada vez mais perto, cada vez mais longe.
Rubens quartinhodosfundos:
Faz tempo que eu li, mas o menino ta no tibet
Carolina “se eu fosse eu...” diz:
Que lindo... Aahh... E o pai conhece a namorada, poesia-prosa. Lembrei. Obrigada
Rubens quartinhodosfundos diz:
isso
Carolina “se eu fosse eu...” diz: RUBENS LÊ DECLAMANDO
Através de nós dois
Antes do desculpe, este lugar está livre,
antes da cor teus olhos, antes do o que você que beber,
antes do eu sou Rico, e eu, Dita, antes do roçar
da mão no ombro,
aquilo que nos atravessou
como a fresta de uma porta abrindo-se em meio ao sono.
Carolina “se eu fosse eu...” diz:
Um pedaço que copiei
Rubens quartinhodosfundos diz:
Essa parte é muito boa né? Mas acho que não estamos esperando o nada
Rubens quartinhodosfundos diz:
Apenas não estamos esperando nada é completamente diferente
Carolina “se eu fosse eu...” diz:
Sei lá... Mas é que p mim, esperar godot e esperar nada é a mesma coisa. Mas, chega parecemos loucos. rss
Rubens quartinhodosfundos diz:
Mas uma coisa é esperar nada outra coisa é não esperar nada
Carolina “se eu fosse eu...” diz:
Certo, diferente
Rubens quartinhodosfundos diz:
Parece uma conversa de esperando Godot de qq forma
Carolina “se eu fosse eu...” diz:
é... passando o tempo num dia igual diferente e o melhor, está frio e a lua, logo chega, cheia
AO MESMO TEMPO
Carolina “se eu fosse eu...” diz:
Rubens!!! Vamos ler um trecho no sarau?
AO MESMO TEMPO
Rubens quartinhodosfundos diz:
Carol!!! Vamos ler um trecho no sarau?
RUBENS SE ABAIXA E VÊ OUTRAS COISAS
Rubens quartinhodosfundos Envia: Clique duas vezes aqui para inciar transferência. Você recebeu Esperando Godot com êxito de Rubens quartinhodosfundos
ENTRA UMA GRAVAÇÃO ONDE CAROL FAZ A VOZ DE ESTRAGON, DE FORMA INGÊNUA E EMPOLGADA E RUBENS A DE VLADIMIR, MAL HUMORADO E INDISPOSTO
Vladimir: Isto está cada vez mais insignificante
Estragon: Não o suficiente. Ainda.
Silêncio
Vladimir: E se você experimentasse?
Estragon: Eu já tentei de tudo.
Vladimir: As botas quero dizer
Estragon: Acha que devo
Vladimir: Ajuda a passar o tempo (Estragon hesita) Garanto que será uma diversão
Estragon: Um desenfado
Vladimir: Uma distração
Estragon: Um desenfado
Vladimir: Experimente
Estragon: Você me ajuda?
Vladimir: Mas é claro!
Estragon: Até que a gente se vira, né, Didi, os dois juntos?
Vladimir: É sim, é sim. Venha, primeiro o esquerdo
Estragon: Estamos sempre achando alguma coisa, não é, Didi, para dar a impressão de existirmos?
Vladimir: (impaciente) É, é mesmo, somos mágicos. Mas não vamos nos desviar. (Pega a bota) Venha me dê o pé. (Estragon aproxima-se, levanta o pé) O outro, porco! ( Estragon levanta o outro pé) Mais alto! (Corpos emaranhados cambaleiam pelo palco, Vladimir consegue finalmente calçar-lhe a bota) E então?
Estragon: Serviu
RUBENS VOLTA, REPETE O PROCESSO, Carolina “se eu fosse eu...” Envia: Clique duas vezes aqui para inciar transferência. Você recebeu Esperando Godot com êxito de Carolina “se eu fosse eu...”
ENTRA OUTRA GRAVAÇÃO
Vladimir: É difícil conviver com você Gogo
Estragon: Seria melhor a gente se separar
Vladimir: Você sempre diz isso. E sempre volta.
Silêncio
Estragon: Para fazer direito seria preciso me matarem, como o outro.
Vladimir: Que outro? (pausa) Que outro?
Estragon: Como bilhões de outros
Vladimir: (sentencioso) A cada um sua pequena cruz. (suspira) Um piscar de olhos e um rápido adeus
Estragon: Enquanto esperamos, vamos tratar de conversar com calma, já que calados não conseguimos ficar.
Vladimir: É verdade, somos inesgotáveis
Estragon: Para não pensar
Vladimir: Temos nossas desculpas
Estragon: Para não ouvir
Vladimir: Temos nossas razões
Estragon: Todas as vozas mortas
Vladimir: Um rumor de asas
Estragon: De folhas
Vladimir: De areia
Estragon: De folhas
Silêncio
Vladimir: Falam todas ao mesmo tempo
Estragon: cada uma consigo própria
Silêncio
Vladimir: melhor, chochicham
Estragon: Sussurram
Vladimir: Murmuram
Silêncio
Vladimir: E falam do quê?
Estragon: Da vida que viveram
Vladimir: Não foi o bastante terem vivido
Estragon: Precisam falar
Vladimir: Não lhes basta estarem mortas
Estragon: Não é o bastante
Silêncio
Vladimir: Como ruflar de plumas
Estragon: De folhas
Vladimir: De cinzas
Estragon: De folhas
Longo silêncio
Vladimir: (angustiado) Diga qualquer coisa!
Estragon: O que vamos fazer agora?
Vladimir: Estamos esperado godot
Estragon: É mesmo.
RECOMEÇAM O DIÁLOGO, CADA VEZ MAIS EMPOLGADOS E DIGITANDO E LENDO CADA VEZ MAIS RÁPIDO
Rubens quartinhodosfundos diz:
Vamos ler ESSE trecho da nossa conversa
Carolina “se eu fosse eu...” diz:
hahaha. Vamos ensaiar ou vamos no improviso?
Rubens quartinhodosfundos diz:
Não. Vamos ensaiar. E melhorar nossas falas
Carolina “se eu fosse eu...” diz:
Ta. Vou salvar e ver o que posso mudar
Rubens quartinhodosfundos diz:
OK. Depois me manda. Mas mantém a ordem mais ou menos.
Carolina “se eu fosse eu...” diz:
Ta. Sim senhor
Rubens quartinhodosfundos diz:
Ai a gente muda a ordem, coloca umas piadas e a gente dramatiza como se estivesse conversando no MSN. Se bem que é uma puta falta de criatividade quase copiar uma outra peça como se fosse nossa, como se inventássemos alguma coisa.
Rubens quartinhodosfundos diz:
Mas foda-se! Eu leio as suas falas dizendo carolina aspas se eu fosse eu reticências aspas diz e você lê as minhas dizendo rubens httpdoispontosduasbarrasquartinhodosfundospontoblogspotpontocomdiz. Os dois bem blasê.
Carolina “se eu fosse eu...” diz:
Certo. Blasê. Certo. Como se estivéssemos digitando. Certo. Ai, ai, vai ser bom... To com medo de rir. Bom, vai ser melhor do que se eu raspasse a cabeça...
Rubens quartinhodosfundos diz:
PORQUE??? Ah, não, raspa a cabeça!!! Ia ser tudo. Você parece a Carolina Dieckman. Ia ser tudo você raspando e chorando.
Carolina “se eu fosse eu...” diz:
Rubens!!!
Carolina e Rubens encontram-se um de costas para o outro, quase apoiados um no outro. Cada um tem um teclado e um monitor. Conversam pelo MSN. Carolina lê os trechos de Rubens e Rubens os de Carolina. Enquanto um lê o outro digita. A princípio ambos em tom blasê, desinteressado, sem sentimento. Quando alguém ri, lê-se: “risos”, sem empolgação.
Carolina “se eu fosse eu...” diz:
Me ajuda uma coisa? Estou confundindo os livros do Amoz Oz, o Conhecer uma Mulher é o pai que é espião e fica com a vizinha e que a filha é epilética e tem um jardim?
Rubens quartinhodosfundos diz:
Isso. Porque?
Carolina “se eu fosse eu...” diz:
Quero comprar. Mas estou meio louca. Mais louca. Ando esquecendo das coisas. Terça queria lembrar uma coisa sem importância que aconteceu segunda e até agora não consegui lembrar. Queria lembrar, mesmo sem importância. Mas preciso do livro, quero reler. Uma necessidade estranha, sabe? As coisas não andam bem...
Rubens quartinhodosfundos diz:
Porque as coisas estão tão ruins?
Carolina “se eu fosse eu...” diz:
Porque estão vazias. Não sei porque
Carolina “se eu fosse eu...” diz:
To fazendo o que quero, o que sei ser bom para mim, para minha vida, mas ta vazio, oco. Não sei Rubens... Um descontentamento, um caminhar sem rumo, ruim. Acho que sou boba demais, acho que preciso achar problemas, achar defeitos, achar uma merda
Rubens quartinhodosfundos diz:
Às vezes eu sinto algo parecido não sei se é a mesma coisa
EMPOLGADO Carolina “se eu fosse eu...” diz:
hum...
Rubens quartinhodosfundos diz:
Mas é algo de estar fazendo as coisas que eu quero só que não ter muito o que buscar. e as vezes eu sinto isso. Falta uma falta. Algo de desordem, de movimento
Carolina “se eu fosse eu...” diz:
É... Acho que é isso, desordem. Somos muito narcisistas, né?!
Rindo Rubens quartinhodosfundos diz:
A vida completamente dentro do esperado é uma merda
AO MESMO TEMPO Carolina “se eu fosse eu...” diz:
rss. sempre foi meu sonho, hehehe
AO MESMO TEMPO Rubens quartinhodosfundos diz:
mas o que esperar então?
Carolina “se eu fosse eu...” diz:
É... Esperar Godot... Eternamente esperando Godot...
Rubens quartinhodosfundos diz:
Argh. Na verdade, falta-nos Godot para esperar
Carolina“se eu fosse eu...” diz:
Mas esperar Godot é o que fazemos, esperar o que não existe, o nada...
Carolina “se eu fosse eu...” diz:
Droga... rss
Carolina “se eu fosse eu...” diz:
Mas me conta, e a Juliana, não, Luciana, não, como é mesmo o nome? rsrs. Como foi lá?
INDIGNADA Rubens quartinhodosfundos diz:
Putz, mó rolo. Ficou falando umas coisas aleatórias. Eu bebaço. Aí, do nada , chega o namorado beeeem mal humorado. Sorte que o bar tava fechando, fui pagar a conta, dei uma disfarçada, consegui me fazer de descontraido, falar com uns caras que tavam por lá.
Carolina “se eu fosse eu...” diz:
Só você mesmo Rubens
Rubens quartinhodosfundos diz:
E o pior, agora to com uns rolos de MSN. Bizarro. Não conheço a menina, nunca vi pessoalmente.
Carolina “se eu fosse eu...” diz:
rsrsrs
CAROL LEVANTA, OUVE O BARULHO, VOLTA, LÊ DE PÉ Rubens quartinhodosfundos diz:
Mas o foda é que eu to balançado. Sei lá, acho que pode ser uma nova forma de nos aproximarmos das pessoas. Sem contato físico talvez dê pra ser mais verdadeiro, mais próximo. Às vezes vc não sente que estamos mais próximos conversando assim do que pessoalmente? SAI PARA TOMAR UM VINHO. CAROLINA COLOCA UMA PLACA DE AUSENTE NO PEITO. VOLTA E TIRA.
Carolina“se eu fosse eu...” diz:
Me diz 5 coisas que você tem vergonha
Rindo Rubens quartinhodosfundos diz:
Sério??? Essa brincadeira de novo? Vamos lá... Sair de cabine de banheiro público e ter alguém na pia, olhando pelo espelho
Rubens quartinhodosfundos diz:
De falar alguma besteira com cara de quem sabe o que ta falando e ser desmascarado
Rubens quartinhodosfundos diz:
Da minha mãe, às vezes, com suas histórias sobre mim e aquela empolgação toda
Rubens quartinhodosfundos diz:
De gente que fala besteira com cara de quem sabe o que ta falando
Rubens quartinhodosfundos diz:
E de soltar um pum e alguém chegar perto. Rsrs. Bom, sua vez, me diz 5 coisas que acham que você é, mas que você acha que não é
Carolina“se eu fosse eu...” diz:
rsrsrs
Carolina“se eu fosse eu...” diz:
Aí, que difícil. Acho que não quero responder.
Rubens quartinhodosfundos diz:
Vai logo
Carolina“se eu fosse eu...” diz:
Que levo jeito para psicologia. Que sou bonita. Que... sou legal - sou muuuuuuito chata. Que sou decidida. ai... acho que isso (já to inventando...)
Rubens quartinhodosfundos diz:
Ow!!!
Rubens quartinhodosfundos diz:
Mas não, não, nada disso. Não temos o que esperar, estamos só fazendo as coisas sem esperar nada, ou controlando tudo. Não há godot para esperar. Não há o que esperar para que os dias se pareçam diferentes
Carolina“se eu fosse eu...” diz:
É, tens razão... Não somos bons como Vladimir e Estragón. Mas esperamos Godot porque esperamos nada. Somos tão arrogantes que fazemos as coisas sem esperar nada. Amamos desprendidos, nos achamos superiores...
Carolina “se eu fosse eu...” diz:
Como se não precisássemos esperar nada. Nossa insatisfação é justamente essa, não nos permitimos esperar. Ai... Que coisa...
Carolina “se eu fosse eu...” diz:
Só um parenteses. PAUSA O mesmo mar, qual a história? Não lembro...
Rubens quartinhodosfundos diz:
Olha só o que eu escrevi CAROLINA LÊ COM EMOÇÃO E BOA ENTONAÇÃO, DECLAMANDO
O indiozinho
Era uma vez um índio que, em sua tribo, era uma verdadeira lástima. Estranho e solitário, não conseguia falar com ningúem.Às vezes se afastava de lá em silêncio, despercebido, trazendo consigo aquilo que havia acumulado de mais importante. Empilhava então diante de si cerâmicas, arcos, flechas, zarabatas e toda a comida que tinha. Altarzinho queimado com prazer e desprendimento. Da beleza de tudo que não era mais dele, ofereciam-se aos céus sinais de devoção e dedicação surda chegando a todos os distantes.Quem, naqueles momentos, deixasse o que estava fazendo e por acaso olhasse para cima era surpreendido e compreendia uma proximidade vinda de longe, uma sensação de presença.Admiradas, as mesmas mulheres que tantas vezes passavam por ele agora o encontravam e não era o indiozinho. Diferente, forte, alto, seguro, bravo caçador em aventuras que assim continuavam nas andanças de suas empolgadas cabeças imaginativas.Tão insignificante era o restante dos seus dias, vivia de empilhar o suficiente para cada não ter, mais grandioso que o anterior. Criou diante de si uma aura. Sobrevivia, oferendava, orgulhoso.Assim passava os dias, se transformando naquele que não viam os que viam, que viam quando sumia. Cada vez mais perto, cada vez mais longe.
Rubens quartinhodosfundos:
Faz tempo que eu li, mas o menino ta no tibet
Carolina “se eu fosse eu...” diz:
Que lindo... Aahh... E o pai conhece a namorada, poesia-prosa. Lembrei. Obrigada
Rubens quartinhodosfundos diz:
isso
Carolina “se eu fosse eu...” diz: RUBENS LÊ DECLAMANDO
Através de nós dois
Antes do desculpe, este lugar está livre,
antes da cor teus olhos, antes do o que você que beber,
antes do eu sou Rico, e eu, Dita, antes do roçar
da mão no ombro,
aquilo que nos atravessou
como a fresta de uma porta abrindo-se em meio ao sono.
Carolina “se eu fosse eu...” diz:
Um pedaço que copiei
Rubens quartinhodosfundos diz:
Essa parte é muito boa né? Mas acho que não estamos esperando o nada
Rubens quartinhodosfundos diz:
Apenas não estamos esperando nada é completamente diferente
Carolina “se eu fosse eu...” diz:
Sei lá... Mas é que p mim, esperar godot e esperar nada é a mesma coisa. Mas, chega parecemos loucos. rss
Rubens quartinhodosfundos diz:
Mas uma coisa é esperar nada outra coisa é não esperar nada
Carolina “se eu fosse eu...” diz:
Certo, diferente
Rubens quartinhodosfundos diz:
Parece uma conversa de esperando Godot de qq forma
Carolina “se eu fosse eu...” diz:
é... passando o tempo num dia igual diferente e o melhor, está frio e a lua, logo chega, cheia
AO MESMO TEMPO
Carolina “se eu fosse eu...” diz:
Rubens!!! Vamos ler um trecho no sarau?
AO MESMO TEMPO
Rubens quartinhodosfundos diz:
Carol!!! Vamos ler um trecho no sarau?
RUBENS SE ABAIXA E VÊ OUTRAS COISAS
Rubens quartinhodosfundos Envia: Clique duas vezes aqui para inciar transferência. Você recebeu Esperando Godot com êxito de Rubens quartinhodosfundos
ENTRA UMA GRAVAÇÃO ONDE CAROL FAZ A VOZ DE ESTRAGON, DE FORMA INGÊNUA E EMPOLGADA E RUBENS A DE VLADIMIR, MAL HUMORADO E INDISPOSTO
Vladimir: Isto está cada vez mais insignificante
Estragon: Não o suficiente. Ainda.
Silêncio
Vladimir: E se você experimentasse?
Estragon: Eu já tentei de tudo.
Vladimir: As botas quero dizer
Estragon: Acha que devo
Vladimir: Ajuda a passar o tempo (Estragon hesita) Garanto que será uma diversão
Estragon: Um desenfado
Vladimir: Uma distração
Estragon: Um desenfado
Vladimir: Experimente
Estragon: Você me ajuda?
Vladimir: Mas é claro!
Estragon: Até que a gente se vira, né, Didi, os dois juntos?
Vladimir: É sim, é sim. Venha, primeiro o esquerdo
Estragon: Estamos sempre achando alguma coisa, não é, Didi, para dar a impressão de existirmos?
Vladimir: (impaciente) É, é mesmo, somos mágicos. Mas não vamos nos desviar. (Pega a bota) Venha me dê o pé. (Estragon aproxima-se, levanta o pé) O outro, porco! ( Estragon levanta o outro pé) Mais alto! (Corpos emaranhados cambaleiam pelo palco, Vladimir consegue finalmente calçar-lhe a bota) E então?
Estragon: Serviu
RUBENS VOLTA, REPETE O PROCESSO, Carolina “se eu fosse eu...” Envia: Clique duas vezes aqui para inciar transferência. Você recebeu Esperando Godot com êxito de Carolina “se eu fosse eu...”
ENTRA OUTRA GRAVAÇÃO
Vladimir: É difícil conviver com você Gogo
Estragon: Seria melhor a gente se separar
Vladimir: Você sempre diz isso. E sempre volta.
Silêncio
Estragon: Para fazer direito seria preciso me matarem, como o outro.
Vladimir: Que outro? (pausa) Que outro?
Estragon: Como bilhões de outros
Vladimir: (sentencioso) A cada um sua pequena cruz. (suspira) Um piscar de olhos e um rápido adeus
Estragon: Enquanto esperamos, vamos tratar de conversar com calma, já que calados não conseguimos ficar.
Vladimir: É verdade, somos inesgotáveis
Estragon: Para não pensar
Vladimir: Temos nossas desculpas
Estragon: Para não ouvir
Vladimir: Temos nossas razões
Estragon: Todas as vozas mortas
Vladimir: Um rumor de asas
Estragon: De folhas
Vladimir: De areia
Estragon: De folhas
Silêncio
Vladimir: Falam todas ao mesmo tempo
Estragon: cada uma consigo própria
Silêncio
Vladimir: melhor, chochicham
Estragon: Sussurram
Vladimir: Murmuram
Silêncio
Vladimir: E falam do quê?
Estragon: Da vida que viveram
Vladimir: Não foi o bastante terem vivido
Estragon: Precisam falar
Vladimir: Não lhes basta estarem mortas
Estragon: Não é o bastante
Silêncio
Vladimir: Como ruflar de plumas
Estragon: De folhas
Vladimir: De cinzas
Estragon: De folhas
Longo silêncio
Vladimir: (angustiado) Diga qualquer coisa!
Estragon: O que vamos fazer agora?
Vladimir: Estamos esperado godot
Estragon: É mesmo.
RECOMEÇAM O DIÁLOGO, CADA VEZ MAIS EMPOLGADOS E DIGITANDO E LENDO CADA VEZ MAIS RÁPIDO
Rubens quartinhodosfundos diz:
Vamos ler ESSE trecho da nossa conversa
Carolina “se eu fosse eu...” diz:
hahaha. Vamos ensaiar ou vamos no improviso?
Rubens quartinhodosfundos diz:
Não. Vamos ensaiar. E melhorar nossas falas
Carolina “se eu fosse eu...” diz:
Ta. Vou salvar e ver o que posso mudar
Rubens quartinhodosfundos diz:
OK. Depois me manda. Mas mantém a ordem mais ou menos.
Carolina “se eu fosse eu...” diz:
Ta. Sim senhor
Rubens quartinhodosfundos diz:
Ai a gente muda a ordem, coloca umas piadas e a gente dramatiza como se estivesse conversando no MSN. Se bem que é uma puta falta de criatividade quase copiar uma outra peça como se fosse nossa, como se inventássemos alguma coisa.
Rubens quartinhodosfundos diz:
Mas foda-se! Eu leio as suas falas dizendo carolina aspas se eu fosse eu reticências aspas diz e você lê as minhas dizendo rubens httpdoispontosduasbarrasquartinhodosfundospontoblogspotpontocomdiz. Os dois bem blasê.
Carolina “se eu fosse eu...” diz:
Certo. Blasê. Certo. Como se estivéssemos digitando. Certo. Ai, ai, vai ser bom... To com medo de rir. Bom, vai ser melhor do que se eu raspasse a cabeça...
Rubens quartinhodosfundos diz:
PORQUE??? Ah, não, raspa a cabeça!!! Ia ser tudo. Você parece a Carolina Dieckman. Ia ser tudo você raspando e chorando.
Carolina “se eu fosse eu...” diz:
Rubens!!!
segunda-feira, 12 de junho de 2006
Alguns poucos registros mal feitos
Respeitável Público: CA enfeitado de cartazes e panos e velas; Marcelinho e PH, Samba e MPB; Dança do Ventre de Alice; Rubens declamando o Haver, de Vinícius (ou seria a Folha); Aninha e Ronaldinho aos ritmos de Cordel; Marcelinho e Seu Jairo, Lendas vivas; Ronaldinho, Aninha e Rubens, O Amor comeu

quarta-feira, 24 de maio de 2006
tcc-vrr
Bom, apresentamos eu e Ronaldinho, a nossa versão do Teste Carol-Caio. Agora é possível um diagnóstico preciso em Psicologia
5 coisas que você gosta
5 coisas que você tem vergonha
5 coisas que você sabe fazer bem
5 coisas que você tem medo
5 coisas que os outros acham que você é, mas que você não é
5 coisas que os outros gostam em você
5 coisas que você inveja nos outros
5 coisas que você quer
Por que você faz Psicologia (originalmente é isso, pode ser mudada para outro curso ou trabalho)
Porque você gasta seu tempo do modo como você está gastando
Porque você ganha(ria) dinheiro
Porque você vive
5 coisas que você gosta
5 coisas que você tem vergonha
5 coisas que você sabe fazer bem
5 coisas que você tem medo
5 coisas que os outros acham que você é, mas que você não é
5 coisas que os outros gostam em você
5 coisas que você inveja nos outros
5 coisas que você quer
Por que você faz Psicologia (originalmente é isso, pode ser mudada para outro curso ou trabalho)
Porque você gasta seu tempo do modo como você está gastando
Porque você ganha(ria) dinheiro
Porque você vive
sábado, 13 de maio de 2006
Antigos caminhos
http://cabecagorda.blogspot.com Carolina e sua Cabeça Gorda
http://meketrefe.blogspot.com A Terceira Perna da Luana
http://rctardivo.blog.uol.com.br Contos Tardivianos
http://www.viramundovirado.blogspot.com Reflexões Públicas Sequer Elaboradas do Danilo
http://maisummenosum.blogspot.com Super Nóias do Marquito
http://domx.blogspot.com Domeck e suas Linhas de Fuga
http://cisonocasini.blogspot.com Crescimento enquanto Seres Humanos Longe das Putarias Existênciais do Marcelinho
http://sopensamentos.blogspot.com Só Pensamentos da Tata, Inconformada com a Beleza do Próprio Sorriso
http://galerakidetonaa.blig.ig.com.br Aninha e a Galera Ki Detona(???): Se Perdendo, Se Achando
http://veronicamores.blogspot.com Verônica Amores que Sangram: Intensidade e Disritmia
http://tabomeudesisto.blogspot.com Nada, do Início ao Fim, pelo Leandro
http://www.olhonalma.blogspot.com (Tentativas de) Respostas da Patri
http://escolhaseusonho.blogpost.com Taty em Época de Colheitas e Reflexões
http://www.gabialethia.blogger.com.br Gabi Vivendo pelo Resto de sua Vida
http://vibrissas.blogspot.com Textos Nicolares
http://www.comoeuiadizendo.blogspot.com Narrativas e Tentativas da Camila
http://www.dcaleironews.rg3.net Utopias e Outros Mundos Possíveis Imaginados por Diego Caleiro
http://podreiras.blogspot.com Espaço fétido dos podreiras
http://www.nogoodgolfers.blogger.com.br Blog Transpessoal do Pessoal
http://psicopalhacos.blogspot.com Humor Psicológico Pastelão
http://onthemoonworld.blogspot.com Maricota-Mudou-se para Campinas e Nunca mais deu Notícias
http://uodarrel.blogspot.com Mari - Perdi o contato
http://loucosemfloripa.blogspot.com Lembranças longínquas de floripa
Retratos
http://ruculus.fotoblog.uol.com.br/index.html Olha a Rebs da Metô
http://www.fotolog.com/ellensil Essa é a Lika, do Dario, Sabe?
http://www.fotolog.net/alvareque Meu amigo chileno, o Álvaro
http://biaed.nafoto.net
http://www.flogao.com.br/emezinho
http://domeck.nafoto.net/
http://www.homemchavao.com/ O Cara é Muito Original!
http://www.cocadaboa.com Inventando mentiras pra mídia
http://www.malvados.com.br/ Mals, muito mals
http://www.taxitramas.blogger.com.br Taxi e internet
Na Vitrola, um Pouco de Poesia (Teatro Mágico
http://www.teatromagico.blogger.com.br Meus Quadros Surrealistas (Dalí)
http://www.mcescher.com Guia com o Melhor da Metrópole
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domingo, 2 de abril de 2006
Eu conheço esse menino
INCLUSÃO
Projetos trazem alterações mais na conduta dos jovens que nos problemas sociais
Marina Almeida / Agência USP
A maior transformação sentida pelos jovens que integram projetos sociais do terceiro setor ocorre no campo pessoal. O resultado das ações é mais visível no comportamento desses participantes individualmente que na comunidade em que vivem. Segundo Marcelo Calegare, que estudou o assunto em sua pesquisa de mestrado do Instituto de Psicologia (IP) da USP, é a partir da percepção dessa limitação que as instituições percebem a necessidade de criar parcerias externas. "Se o terceiro setor se restringir a seus muros sua eficácia diminuirá", diz o pesquisador.
As transformações, segundo Calegare, são comportamentais. Ele explica que essas crianças e jovens passam a ser menos violentos e a respeitar mais as regras coletivas. Demonstram mais respeito entre eles e os educadores, por exemplo. "As grandes transformações sociais não são perceptíveis, levariam vários anos para que pudessem ser notadas, mas essas menores são bastante nítidas", garante o psicólogo. "É fácil perceber uma melhora na integração deles com suas famílias, na escola, no bairro, na igreja e em outros lugares."
Para Calegare, os projetos mais eficazes são os que consideram os participantes em suas diversas relações com a sociedade. "Muitos programas desenvolvem atividades para jovens por meio período, por exemplo. Embora eles gostem e aprendam nessas atividades, ao saírem de lá para ir à escola, o ensino oferecido ainda será muito ruim, o bairro onde ele mora ainda estará cheio de problemas, o transporte será de má qualidade...". O pesquisador acredita que a tendência seja, com a percepção dessa limitação, buscar parcerias com empresas, escolas, poder público e associações, aproximando os projetos desenvolvidos da realidade de seus participantes.
Uma outra tentativa de fazer com que as ações sejam mais eficientes é o incentivo à mobilização política, desenvolvimento de projetos de interesse coletivo ou até pelo contato direto com os governos. "A partir da consciência desses jovens de seu papel no coletivo é que alguma mudança é possível", diz o psicólogo. As dificuldades para organizar mobilizações, entretanto, são grandes, "como em qualquer grupo social, atualmente", lembra.
O estudo analisou um programa de promoção da cidadania para crianças e adolescentes da periferia de São Paulo, desenvolvido por uma grande fundação nacional. Esse projeto oferece oficinas de arte-educação, participação política, parcerias com empresas para oferecer oportunidades de trabalho aos jovens, entre outras. A fundação gera experiências pioneiras em várias áreas de atuação que, muitas vezes, chegaram a gerar políticas públicas.
Projetos trazem alterações mais na conduta dos jovens que nos problemas sociais
Marina Almeida / Agência USP
A maior transformação sentida pelos jovens que integram projetos sociais do terceiro setor ocorre no campo pessoal. O resultado das ações é mais visível no comportamento desses participantes individualmente que na comunidade em que vivem. Segundo Marcelo Calegare, que estudou o assunto em sua pesquisa de mestrado do Instituto de Psicologia (IP) da USP, é a partir da percepção dessa limitação que as instituições percebem a necessidade de criar parcerias externas. "Se o terceiro setor se restringir a seus muros sua eficácia diminuirá", diz o pesquisador.
As transformações, segundo Calegare, são comportamentais. Ele explica que essas crianças e jovens passam a ser menos violentos e a respeitar mais as regras coletivas. Demonstram mais respeito entre eles e os educadores, por exemplo. "As grandes transformações sociais não são perceptíveis, levariam vários anos para que pudessem ser notadas, mas essas menores são bastante nítidas", garante o psicólogo. "É fácil perceber uma melhora na integração deles com suas famílias, na escola, no bairro, na igreja e em outros lugares."
Para Calegare, os projetos mais eficazes são os que consideram os participantes em suas diversas relações com a sociedade. "Muitos programas desenvolvem atividades para jovens por meio período, por exemplo. Embora eles gostem e aprendam nessas atividades, ao saírem de lá para ir à escola, o ensino oferecido ainda será muito ruim, o bairro onde ele mora ainda estará cheio de problemas, o transporte será de má qualidade...". O pesquisador acredita que a tendência seja, com a percepção dessa limitação, buscar parcerias com empresas, escolas, poder público e associações, aproximando os projetos desenvolvidos da realidade de seus participantes.
Uma outra tentativa de fazer com que as ações sejam mais eficientes é o incentivo à mobilização política, desenvolvimento de projetos de interesse coletivo ou até pelo contato direto com os governos. "A partir da consciência desses jovens de seu papel no coletivo é que alguma mudança é possível", diz o psicólogo. As dificuldades para organizar mobilizações, entretanto, são grandes, "como em qualquer grupo social, atualmente", lembra.
O estudo analisou um programa de promoção da cidadania para crianças e adolescentes da periferia de São Paulo, desenvolvido por uma grande fundação nacional. Esse projeto oferece oficinas de arte-educação, participação política, parcerias com empresas para oferecer oportunidades de trabalho aos jovens, entre outras. A fundação gera experiências pioneiras em várias áreas de atuação que, muitas vezes, chegaram a gerar políticas públicas.
sábado, 11 de março de 2006
Transborda
Mas para você, o mundo é muito pouco... sempre insatisfeito, você transborda... é pequeno (apesar de enorme) para vida que tem aí dentro
Vi coisas escorrendo... Gosto demais de dias de chuva porque gosto de ver a água escorrer... e tem outras coisas, sonhos com cenas que escorrem: quando desenho, parece que as coisas também estão escorrendo... era isso, to pensando que não sei, algo como escapando das mãos. Escorrendo como se, desleixada que sou, deixasse tudo escorrer, ir embora e como escorre, derrama e não dá mais para pegar, ou seja, nada mais será, mesmo que eu consiga guardar, do mesmo jeito que antes: A água que escorre na janela quando chove, não mais será bonita quando cair no chão... Essa minha nostalgia de um tempo que não existiu... sei lá, essas coisas se misturam, escorrem...
Vi coisas escorrendo... Gosto demais de dias de chuva porque gosto de ver a água escorrer... e tem outras coisas, sonhos com cenas que escorrem: quando desenho, parece que as coisas também estão escorrendo... era isso, to pensando que não sei, algo como escapando das mãos. Escorrendo como se, desleixada que sou, deixasse tudo escorrer, ir embora e como escorre, derrama e não dá mais para pegar, ou seja, nada mais será, mesmo que eu consiga guardar, do mesmo jeito que antes: A água que escorre na janela quando chove, não mais será bonita quando cair no chão... Essa minha nostalgia de um tempo que não existiu... sei lá, essas coisas se misturam, escorrem...
Encontro com a Gi
Putz, vou ter que tirar essa barba de 3 meses. E o pior é que eu conheço esse rapaz...
Da série descobrindo o cara:É dos barbudos que elas gostam menos
Estudo revela impressão negativa que homens com barba podem causar em entrevista de emprego
Se entre as décadas de 1960 e 1980 a barba era considerada um atrativo pelas mulheres, um símbolo de virilidade, hoje ela passou ser rejeitada não só entre o público feminino, mas também nas relações entre homens, principalmente em ambientes de trabalho. Esta é a conclusão de uma dissertação de mestrado defendida recentemente no Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (USP).
O objetivo do trabalho era avaliar se o uso de barba é capaz de gerar impacto à primeira vista. Para isso, o psicólogo Altay Alves de Souza realizou testes com públicos diferentes: jovens universitários e profissionais de recursos humanos, responsáveis por contratação de empregados para empresas de grande porte.
Os participantes do estudo tiveram que avaliar fotos de homens com e sem barba, bigode e cavanhaque.Um dos experimentos envolveu a participação individual de 116 estudantes (68 homens e 38 mulheres), entre 17 e 31 anos. Eles tinham que avaliar uma das fotos tiradas com homens de características similares, na faixa dos 30 anos, que podiam ter ou não barba, bigode e cavanhaque. Os participantes – que não conheciam o objetivo do estudo – julgaram 12 qualidades pessoais, entre as quais inteligência, competência, responsabilidade, posição política, atratividade, agressividade, simpatia e status social.
Para os participantes de ambos os sexos, os modelos de barba e bigode pareceram mais velhos que os homens sem barba. Porém, essa impressão pode não estar ligada à quantidade de pêlo facial, pois os homens com cavanhaque foram considerados mais jovens do que aqueles de bigode, por exemplo. Os barbudos foram ainda considerados os mais responsáveis, ao lado dos de bigode, em comparação com os de cavanhaque, e mais cultos em relação a ambos.
No entanto, a avaliação dos barbudos foi menos satisfatória no quesito atratividade. “De fato, 83% das estudantes universitárias demonstraram sua preferência por homens sem barba ou só com bigode”, afirma Souza em seu estudo. “Esperávamos que homens de barba – um atributo físico associado com masculinidade, maturidade, dominância e status – fossem avaliados como mais atraentes pelas mulheres, o que não ocorreu”. Para elas, as faces mais atraentes eram as intermediárias, nem excessivamente maduras, nem excessivamente infantis.
Segundo o psicólogo, os resultados indicam que a barba pode ter evoluído como um sinal de dominância através de seleção intra-sexual – competição entre machos por dominância e recursos – e não seleção intersexual – a escolha preferencial exercida pelas fêmeas.
Símbolo de rebeldia
Em outro experimento, Souza também apresentou fotos de homens com e sem barba, cavanhaque e bigode para dezenove profissionais da área de recursos humanos, entre 30 e 62 anos, responsáveis pela contratação em grandes empresas de São Paulo. Os participantes tiveram que apontar, entre os modelos, qual seria o melhor empregado, colega de trabalho e chefe, além do mais organizado e criativo.
O psicólogo verificou que, em 60% dos casos, os homens sem barba, bigode ou cavanhaque tiveram a avaliação mais positiva. “Os empregadores associam a barba a atitudes não conformistas”, ressalta Souza em seu estudo. “Numa seleção como essa, homens que apresentam sinais claros de disposição para se adequar às regras podem ser preferidos pelos empregadores. Estudos como este podem ajudar profissionais de recursos humanos a se desvincularem das primeiras impressões e darem atenção aos aspectos mais relevantes do futuro empregado.”
Símbolo de rejeição às normas vigentes, principalmente nos períodos de repressão, a barba foi usada por muitos jovens da época, inclusive ícones de esquerda como Fidel Castro, Che Guevara e Lula. “A barba pode representar uma estratégia escolhida por esses líderes políticos para reforçar suas mensagens.” Essa orientação política se verificou também nos experimentos de Souza: “a posição política dos modelos com barba foi considerada mais de esquerda em comparação com os de face limpa”.
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terça-feira, 21 de fevereiro de 2006
A folha (co-escrita com Tata)
Era uma tarde já quase azul e o sopro que batia insistente separou do galho a folha mais alta e verde e frágil. A pequenina não desejava cair e tentava em vão subir, enquanto as folhas mais velhas lamentavam seu trajeto rumo ao fim da existência.
Por algum motivo que não conseguia entender, decidiu-se: abriu-se inteira ao vento e, sem medo, aceitou sua queda. Em sua grandeza de folha pequena compreendeu o fato de que não iria mais subir, sentiu frio. Livre, desceu suavemente e voltou a si em meio a grama, onde repousavam inúmeras folhas tão verdes como ela.
Pela primeira vez seu peso não se sustentava em um único ponto, espalhava. Então o vento impaciente arrancou dela o que poderia ser um início de satisfação e levantou, subiu, bailando de um lado para o outro até onde se encontrava no início e para cada vez mais alto. Era tão pressionada e lançada que não aguentou. Por estar onde não cabia, por estar onde queria, por alcançar um lugar que jamais poderia ser dela, se despedaçou. De tanta felicidade.
Caiu. Choveu-se. Mil de si fecundando o solo e alçando vôo.
Por algum motivo que não conseguia entender, decidiu-se: abriu-se inteira ao vento e, sem medo, aceitou sua queda. Em sua grandeza de folha pequena compreendeu o fato de que não iria mais subir, sentiu frio. Livre, desceu suavemente e voltou a si em meio a grama, onde repousavam inúmeras folhas tão verdes como ela.
Pela primeira vez seu peso não se sustentava em um único ponto, espalhava. Então o vento impaciente arrancou dela o que poderia ser um início de satisfação e levantou, subiu, bailando de um lado para o outro até onde se encontrava no início e para cada vez mais alto. Era tão pressionada e lançada que não aguentou. Por estar onde não cabia, por estar onde queria, por alcançar um lugar que jamais poderia ser dela, se despedaçou. De tanta felicidade.
Caiu. Choveu-se. Mil de si fecundando o solo e alçando vôo.
domingo, 12 de fevereiro de 2006
fotos marcos
Quero ser que nem ele. Quando eu crescer e caso minha máquina chegue...


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Fotografias para ver e aprender
sábado, 4 de fevereiro de 2006
Às mais novas mulheres
que passaram a povoar minha casinha virtual, aninha e vê amores. Uma homenagem e uma amostra

"Sou eu quem deixo você... e Agora... já estou de saída... com meu disfarce favorito, com um sorriso vazio e o coração faminto... "
"nessa nova página iniciada eu busco o despudorado, o desconcertante, o alucinante, o suicídio nas suas formas mais marcantes, despercebidas... a vida nua e crua em suas manifestações. Sou apenas mais um barquinho depapel lançado no mar em forma de oferenda."
quinta-feira, 24 de novembro de 2005
domingo, 13 de novembro de 2005
Chupinhando
Chega de Rubens...
Em homenagem ao Busílis, o cara do topo da espiral dialética
Acabei de assistir o filme “A Corrente do Bem”, no SBT, a emissora construída por Sílvio Santos, esperto ex-camelô carioca, cuja estória está brilhantemente contada no livro “A Fantástica História de Sílvio Santos”, que mostra claramente como se pode, a partir da esperteza e da exploração sistemática e sentimental do povo simples e burro, enriquecer (coisa mais fácil é fazer o mesmo com a classe média e rica, estes que se acham acima do grosso da humanidade só porque têm alguma cultura (as notas de rodapé das enciclopédias) e falam difícil e moram em prisões de luxo (como diria “aquele que já nasceu velho” Lao Tsé, quanto mais posses, mais preocupações em se manter estas posses,), com o seus brinquedinhos caros, porque nestas camadas, a hipocrisia rola solta, e é mais fácil enganar, já que ser enganado é o que eles mais gostam de fazer e desejar a si próprios, via “educação” e “bons modos”, verdadeiros manuais de máscaras e de dissimulação dos sentimentos). O pior é a classe média, que gostaria de ser rica mas não pode, e almeja subir de classe social, apenas para dizer “eu venci na vida!”. Ora, venceu o quê? Contra quem era a batalha?
Enfim, o filme é bom e eu até chorei (bububuuáááaa....chuif chuif...) no final, achei uma bosta, o protagonista ('i see dead people') não devia Ter morrido, até me lembrou o mito daquele velho Mestre de Nazaré, que morreu pela sua loucura, pela sua causa, enfim, acreditando na Humanidade (velho tolo...), contra todos os que O rodeavam (que se perceba que o mito de Cristo pertence à Humanidade, e não apenas a um povo “selecionado”, já que esta estrutura da pessoa que vem se sacrificar, ou dar um exemplo brilhante aparece em muitas culturas e povos de todo o mundo e épocas. Pensem: o que será que este mito quer nos dizer???).
Isto foi legal, morrer pela sua “causa”, mas é meio ingênuo acreditar que a gente pode ajudar alguém, neste sentido. Claro que pensando desse jeito nunca poderei ser um psicólogo com clínica.
Até penso, ultimamente, para quê serve a Psicologia? É mais uma profissão, mais um pequeno engodo. Coaduna perfeitamente com o “se a minha vida está ótima, beleza, que pena daqueles que não podem ver a vida como eu vejo...vamos deixar como está para ver como fica, vou é viver a minha”, psicologia que serve à adaptação???
Nem preciso dizer como a dita “espiritualidade” entra nisso tudo como um engodo, pois a maior parte das pessoas apenas repete os “ensinamentos esotéricos” que ouviu, entre velas e pentagramas e aquele misticismo barato e ingênuo de filme de terror ou confunde a própria experiência com aquilo que leu, e grande parte desses ensinamentos, deturpados, serve à dominação e ao comodismo. “Oh”, dizem, “é o seu carma”. “Puxa, só depende de vc sair dessa!”. “Ninguém pode trilhar o seu caminho, é só vc!!”. Isto é, pois, o cúmulo do individualismo! Vem a servir justamente ao oposto daquilo que pretendiam os seus fundadores, aliás belos egoístas, como o menino do filme.
Deixou uma idéia bela, apenas pôs em marcha o início, e morreu e deixou tudo nas mãos dos outros, “sigam o meu exemplo”. Como se os outros tivessem a mesma motivação e preocupaçao e energia com o gênero humano que ele. (basta ver como ele reagia com a merda no mundo. 'o mundo é uma bosta!', dizia, 'tá tudo errado!', e eu concordo com ele, só não tenho a mesma motivação...ajudar os outros, tsc, tsc...) Ora, depois que se morre, é fácil virar Santo! As pessoas projetam na Morte (A Grande Incógnita), no Desconhecido, o que quiserem, até mesmo um estado de santidade ideal e metafísico. Claro, sem as limitações e exigências do corpo físico, nem a fome e nem o frio e nenhum dos desejos é um problema. E como gostaríamos, em alguns momentos, de nos ver sem os desejos! Quantos sofrimentos evitaríamos! (é o princípio do prazer 'elevado' à esfera do 'espírito'...). Como é grandioso Ter idéias Humanitárias, que visem “ao bem-estar de todos”, como é grandioso que os outros lembrem de vc “por causa disso”! Afinal, não faríamos uma grande viagem se não pudéssemos contar a alguém sobre isto depois (aquele prazer sombrio, que todo mundo nega, do 'eu tenho, vc nào tem!!'), e, nestes casos, até exageramos na nossa 'felicidade'; a viagem que a gente conta para os outros (com milhares de fotos sorridentes) sempre é mais feliz e mais colorida do que a viagem real que a gente fez, e ficamos envergonhados de confessar 'fiquei triste em alguns momentos', como se a tristeza fosse um pecado e não uma emoção genuína da substância humana... Mas continuamos como nos séculos anteriores: de um extremo, pessoas morrem de fome, e de outro, têm tanta comida que brincam com ela (culinária), fazendo coisas coloridas e complicadas, que pouco têm a ver com a nutrição, é a arte pela arte, inútil.
Claro, afinal de contas, temos que fazer algo com o estranho tempo que nos é dado de vida neste planetinha de terceira categoria. Agora, se há mesmo algo transcendental por trás disso, sinceramente não sei. Mas algo indica que sim...
Em homenagem ao Busílis, o cara do topo da espiral dialética
Acabei de assistir o filme “A Corrente do Bem”, no SBT, a emissora construída por Sílvio Santos, esperto ex-camelô carioca, cuja estória está brilhantemente contada no livro “A Fantástica História de Sílvio Santos”, que mostra claramente como se pode, a partir da esperteza e da exploração sistemática e sentimental do povo simples e burro, enriquecer (coisa mais fácil é fazer o mesmo com a classe média e rica, estes que se acham acima do grosso da humanidade só porque têm alguma cultura (as notas de rodapé das enciclopédias) e falam difícil e moram em prisões de luxo (como diria “aquele que já nasceu velho” Lao Tsé, quanto mais posses, mais preocupações em se manter estas posses,), com o seus brinquedinhos caros, porque nestas camadas, a hipocrisia rola solta, e é mais fácil enganar, já que ser enganado é o que eles mais gostam de fazer e desejar a si próprios, via “educação” e “bons modos”, verdadeiros manuais de máscaras e de dissimulação dos sentimentos). O pior é a classe média, que gostaria de ser rica mas não pode, e almeja subir de classe social, apenas para dizer “eu venci na vida!”. Ora, venceu o quê? Contra quem era a batalha?
Enfim, o filme é bom e eu até chorei (bububuuáááaa....chuif chuif...) no final, achei uma bosta, o protagonista ('i see dead people') não devia Ter morrido, até me lembrou o mito daquele velho Mestre de Nazaré, que morreu pela sua loucura, pela sua causa, enfim, acreditando na Humanidade (velho tolo...), contra todos os que O rodeavam (que se perceba que o mito de Cristo pertence à Humanidade, e não apenas a um povo “selecionado”, já que esta estrutura da pessoa que vem se sacrificar, ou dar um exemplo brilhante aparece em muitas culturas e povos de todo o mundo e épocas. Pensem: o que será que este mito quer nos dizer???).
Isto foi legal, morrer pela sua “causa”, mas é meio ingênuo acreditar que a gente pode ajudar alguém, neste sentido. Claro que pensando desse jeito nunca poderei ser um psicólogo com clínica.
Até penso, ultimamente, para quê serve a Psicologia? É mais uma profissão, mais um pequeno engodo. Coaduna perfeitamente com o “se a minha vida está ótima, beleza, que pena daqueles que não podem ver a vida como eu vejo...vamos deixar como está para ver como fica, vou é viver a minha”, psicologia que serve à adaptação???
Nem preciso dizer como a dita “espiritualidade” entra nisso tudo como um engodo, pois a maior parte das pessoas apenas repete os “ensinamentos esotéricos” que ouviu, entre velas e pentagramas e aquele misticismo barato e ingênuo de filme de terror ou confunde a própria experiência com aquilo que leu, e grande parte desses ensinamentos, deturpados, serve à dominação e ao comodismo. “Oh”, dizem, “é o seu carma”. “Puxa, só depende de vc sair dessa!”. “Ninguém pode trilhar o seu caminho, é só vc!!”. Isto é, pois, o cúmulo do individualismo! Vem a servir justamente ao oposto daquilo que pretendiam os seus fundadores, aliás belos egoístas, como o menino do filme.
Deixou uma idéia bela, apenas pôs em marcha o início, e morreu e deixou tudo nas mãos dos outros, “sigam o meu exemplo”. Como se os outros tivessem a mesma motivação e preocupaçao e energia com o gênero humano que ele. (basta ver como ele reagia com a merda no mundo. 'o mundo é uma bosta!', dizia, 'tá tudo errado!', e eu concordo com ele, só não tenho a mesma motivação...ajudar os outros, tsc, tsc...) Ora, depois que se morre, é fácil virar Santo! As pessoas projetam na Morte (A Grande Incógnita), no Desconhecido, o que quiserem, até mesmo um estado de santidade ideal e metafísico. Claro, sem as limitações e exigências do corpo físico, nem a fome e nem o frio e nenhum dos desejos é um problema. E como gostaríamos, em alguns momentos, de nos ver sem os desejos! Quantos sofrimentos evitaríamos! (é o princípio do prazer 'elevado' à esfera do 'espírito'...). Como é grandioso Ter idéias Humanitárias, que visem “ao bem-estar de todos”, como é grandioso que os outros lembrem de vc “por causa disso”! Afinal, não faríamos uma grande viagem se não pudéssemos contar a alguém sobre isto depois (aquele prazer sombrio, que todo mundo nega, do 'eu tenho, vc nào tem!!'), e, nestes casos, até exageramos na nossa 'felicidade'; a viagem que a gente conta para os outros (com milhares de fotos sorridentes) sempre é mais feliz e mais colorida do que a viagem real que a gente fez, e ficamos envergonhados de confessar 'fiquei triste em alguns momentos', como se a tristeza fosse um pecado e não uma emoção genuína da substância humana... Mas continuamos como nos séculos anteriores: de um extremo, pessoas morrem de fome, e de outro, têm tanta comida que brincam com ela (culinária), fazendo coisas coloridas e complicadas, que pouco têm a ver com a nutrição, é a arte pela arte, inútil.
Claro, afinal de contas, temos que fazer algo com o estranho tempo que nos é dado de vida neste planetinha de terceira categoria. Agora, se há mesmo algo transcendental por trás disso, sinceramente não sei. Mas algo indica que sim...
quarta-feira, 2 de novembro de 2005
Uma menina que se acha pequena...
“As pessoas grandes não compreendem nada sozinhas, e é cansativo, para as crianças, estar toda hora explicando”.
O Pequeno Príncipe, de Antoine de Saint-Exuperý.
“o mau humor das meninas amarelas
de quartos iluminados por luzes frias
cabeças gordas e mal amadas
(e não por que não há quem as ame)
estranhas criaturas sempre indecisas,
confusas, reclamonas, tristonhas
em busca do que não existe
trocando de óculos, de música, de camiseta(...)”
Dela...
Que triste
Sonhei que caminhávamos juntos. Quietos. Estava de agasalho azul, aquele que você fica com carinha de mais menino. Parecíamos caminhar juntos, mas de repente, você pegava sua bicicleta, amarela, e saia andando, me deixando para trás. Eu andava mais rápido para te acompanhar, mas você não me esperava. Corri e nada. Você ia pela outra rua, eu te olhando pelos terrenos vazios. Foi embora. Sem dizer nada
O Pequeno Príncipe, de Antoine de Saint-Exuperý.
“o mau humor das meninas amarelas
de quartos iluminados por luzes frias
cabeças gordas e mal amadas
(e não por que não há quem as ame)
estranhas criaturas sempre indecisas,
confusas, reclamonas, tristonhas
em busca do que não existe
trocando de óculos, de música, de camiseta(...)”
Dela...
Que triste
Sonhei que caminhávamos juntos. Quietos. Estava de agasalho azul, aquele que você fica com carinha de mais menino. Parecíamos caminhar juntos, mas de repente, você pegava sua bicicleta, amarela, e saia andando, me deixando para trás. Eu andava mais rápido para te acompanhar, mas você não me esperava. Corri e nada. Você ia pela outra rua, eu te olhando pelos terrenos vazios. Foi embora. Sem dizer nada
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